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  Pediatria

O Pediatra

O PEDIATRA é profissional da doença ou promotor da saúde?

O pediatra moderno tem que unir essas duas atribuições. Por isso, sua tarefa não é fácil. É preciso ter conhecimentos técnicos, ter sólida experiência conjugada com atualização constante e ter conhecimento de família, o que lhe permite desenvolver empatia, isto é, a sintonia com a própria criança e seus familiares.

A missão do pediatra é ajudar a criança a se transformar num adulto saudável fisicamente, equilibrando-o emocional e socialmente.

O pediatra trata a doença do presente mas com perspectiva do futuro.

O pediatra se interessa pelos problemas psicológicos e de comportamento da criança; não hesite em pedir sua orientação!

O pediatra pode ajudar toda a família e levar uma vida saudável para servir de exemplo para a criança e também para que os pais estejam em boas condições para acompanhar seus filhos por muito anos.

Pronto socorro é importante mas só para urgências verdadeiras. O pediatra deve ser comunicado e deve acompanhar o restante do tratamento e assim ajudar na recuperação do paciente.

Centros de vacinação são úteis mas hoje o esquema vacinal se enriqueceu com o aparecimento de novas vacinas. O pediatra que acompanha a criança pode determinar quais vacinas são indicadas e o momento para sua aplicação.

Conte com seu pediatra para esclarecer dúvidas e discutir com a família as melhores soluções para os problemas da prática diária pois ele é o perito nos problemas de saúde na criança. Lembre-se que amigos e familiares são bem intencionados mas tem visão limitada e às vezes distorcida dos problemas da criança. Houve um incremento nesse aspecto com o advento da internet e “Dr. Google”.

O especialista pode ser necessário mas cabe ao pediatra, em comum acordo com a família, indicar a ocasião, fornecer as informações ao especialista e participar da conduta estabelecida.

Seu pediatra estará sempre a disposição para auxiliá-los na tarefa de tratar as doenças bem como promover a saúde de suas crianças.

Dessa forma, além de nosso apoio pessoal, contacte-nos via e-mail clinica@imunoped.com.br, que seus e-mails são lidos diariamente.

A Perigosa Cultura dos PS

Há 50 anos atrás, praticamente não existiam prontos-socorros pediátricos. Em caso de emergência ou quando as condições não permitiam levar o doente ao consultório, o médico era chamado para uma consulta em domicílio.

Geralmente o médico atendia o chamado após o horário do consultório e não eram raras as visitas já tarde da noite ou de madrugada. Os mais velhos conhecem pessoalmente e os mais jovens ouviram falar de médicos lendários que ficavam na casa do paciente em longas conversas sem pressa que começavam com uma toalha limpa para enxugar as mãos e terminavam com um cafezinho caprichado.

Ai surgiram os prontos-socorros, ao mesmo tempo que o trânsito nas cidades se transformavam num complicador para as visitas a domicílio.

O PS pediátrico presta grandes serviços, mas nos últimos anos tem havido uma distorção do uso desse serviço.

O que era (e é) apenas para atender emergências está sendo utilizado como recurso para consultas pediátricas comuns.

E essa nova e perigosa cultura do pronto-socorro contaminou todas as camadas sociais, tanto as menos favorecidas como as de melhor nível sócio-econômico.

Hoje é comum o plantonista atender tosses de duas semanas de duração, asma fora de crise, resfriados e faringites comuns. E se a criança não melhora ... a família volta ao PS (ou mesmo o outro) mas sempre atendido por um plantonista diferente... Qual o problema? Mesmo sendo um excelente médico, o plantonista nunca viu, não conhece as características da criança e vai ter de receitar para esse paciente, o qual provavelmente nunca mais verá!

Talvez para agradar o paciente, vê-se receita de 14 dias de antibiótico para uma sinusite. É errado? Não necessariamente. Mas como essa criança vai tomar antibiótico durante todo esse período sem que se faça uma revisão no meio do tratamento?

Qual a explicação para essa cultura do PS?

Em primeiro lugar, provavelmente um certo comodismo da sociedade atual que prefere ir a um lugar que atende 24 horas do dia. Mas essa comodidade, não raro, custa caro, com espera prolongada na sala de espera.

Outros dizem que fica mais fácil para fazer exames de laboratório. Mas exatamente por essa facilidade e aliado ao fato do plantonista não conhecer o paciente e não ter responsabilidade de pedir uma segunda visita desse paciente ao serviço e muito menos ainda contato telefônico, ocorre um exagero no pedido de exames e RX, nem sempre necessários. E ai mais um tempo despendido.

A facilidade de consulta gratuita nos prontos socorros é uma distorção que precisa ser corrigida.

O pediatra que acompanha regularmente a criança é o clínico que pode dar uma orientação contínua e pedir os exames realmente indicados.

Esperamos, com sinceridade que LEM-BA, não siga as cidades como Brasília, Salvador, Rio, São Paulo, Porto Alegre, BH e muitas outras afinal conhecemos bem essa realidade...e tem tudo para não ocorrer isso, pois além de pediatras a cidade tem um bom plano de saúde pública.

Então como é que fica?

1)Levar ao PS nas emergências verdadeiras como falta de ar, convulsão, febre altíssima, vômitos que não param... e no caso em que o pediatra não pode ser encontrado.
2)Assim que possível, comunique o ocorrido ao seu pediatra. Ele vai orientar a continuação do tratamento.
3)Nunca procure fazer tratamentos completos no PS, fazendo retornos freqüentes com plantonistas diferentes.

A Consulta Mdica

A consulta pediátrica representa um ato de confiança na qual o pediatra deve estabelecer com a criança / família um vinculo especial que é a empatia.

Empatia não é sinônimo de simpatia.

Empatia significa sintonia. Significa “sentir o que o outro está sentindo” e até “ se sentir no lugar do outro”.

A empatia começa com um acolhimento personalizado que implica em respeito e valorização do paciente/família.

Nossa consulta pediátrica além de colocar tudo isso em prática e analisar objetivamente os fatos observaremos em todas elas:

1) as condições sócio-econômicas e sociais da família (risco social);
2) condições de moradia (salubridade) e da creche / escola;
3) alimentação (detalhada) e habitual, ênfase no aleitamento materno;
4) Funcionamento intestinal;
5) Habilidades de acordo com a etapa do desenvolvimento;
6) Temperamento e personalidade, comportamento;
7) Linguagem;
8) Acuidade visual;
9) Sono;
10) Disciplina (erros educativos);
11) Atividades lúdicas e sociais (brincadeiras);
12) Escolaridade;
13) Vacinação.

Puericultura

A pediatria tem como missão a promoção da saúde da criança em toda sua plenitude.

Cabe ao pediatra ajudar a criança (e sua família) em todas as fases do seu desenvolvimento de modo que ao atingir a fase adulta ela esteja apta a exercer plenamente seu potencial.

Para isso, cabe ao pediatra acompanhar , vigiar e proteger o crescimento e desenvolvimento da criança desde o momento de seu nascimento (ou mesmo antes) até o final da adolescência (ou até depois).

A pediatria quando trata de doenças pode ser considerada uma especialidade mas quando incorpora a puericultura transforma-se na anti-especialidade porque não trata de só um órgão ou sistema mas de um indivíduo como um todo, um ser indivisível do ponto de vista físico e psíquico.

A meta é a saúde, um processo continuado de preservação da vida com qualidade.

Isto significa ajudar a criar uma criança, considerando-se saúde no seu sentido abrangente de estado (processo estável) de bem estar físico, psíquico e social, o que implica não só em estar livre de doença mas também estar emocionalmente equilibrado e socialmente integrado na família e na comunidade.

A Puericultura se baseia na consulta médica.

A consulta médica pediátrica tem a peculiaridade de se constituir no mínimo numa tríade pediatria-criança-mãe ou substituta (família).

Infeces de repetio

As infecções de repetição tira o sono de quaisquer pessoa. Pais, idosos e até mesmo pessoas saudáveis ficam perplexas com tamanha recorrência dos sintomas.

Os adultos se preocupam com infecções como sinusites de repetição, duas ou mais pneumonias no ano, recorrência de candidíase cutânea e oral ou vaginal(visceral), lesões de pele feias e extensas refratárias a tratamentos anteriores, doenças auto-imunes como asma, diabetes e hipotiroidismo que estão com controle difícil...entre outras...

Os pais, por sua vez, preocupam-se pois suas crianças apresentam dificuldade de introdução ao ambiente escolar com desenvolvimento de infecções constantes de vias aéreas superiores e inferiores, otites de repetição, necessidade de internação para realizar tratamentos habitualmente feitos por via oral, diarréias de repetição, dificuldade de ganho de peso , meningites e outras apresentações desagradáveis, que realmente tiram o sono de todos, inclusive do médico da família.

Sendo assim, se isso ocorrer, recomendamos que avalie mais proximamente esses achados, levando-os a um imunologista-pediatra e a um imunologista para, enfim, ser orientado de forma pessoal a melhor conduta e identificação do distúrbio imunológico para realização do tratamento específico mais adequado.

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